segunda-feira, 2 de março de 2009

Basiléia brasileira.


Se existe um país no planeta que sempre me intrigou é a Suíça, não só pela sua neutralidade bizarra, mas me espanta que uma sociedade tenha atingido um grau de organização e desenvolvimento em que até os cartazes automáticos mudam ao mesmo tempo. É um pouco surpreendente ver que mesmo com uma cultura voltada para o capital e lucro (oi, eu sou o Marx), algumas tradições ainda continuam vivas e particularmente uma delas me surpreendeu assustadoramente.

Basiléia, Basel ou Bâle é uma cidade que fica na tri-fronteira entre Suíça, Alemanha e França e onde eu supostamente deveria ter pego meu vôo (eu não sei escrever na nova regra da língua portuguesa, me deixa) para Amsterdã. Não conseguir vaga no hostel talvez tenha sido a melhor coisa que me aconteceu, além de eu não ter gastado um rico franco suíço, eu pude presenciar um carnaval que imaginei não existir mais. Imagine só: 4 horas da manhã as luzes da cidade se apagam, a partir desse momento somente as luzes das lanternas das fantasias passam a iluminar as calçadas; fantasias de todos os tipo, máscara caricatas, bonecos e coisas tipicamente daqui. Existe um certo de tipo de bloco e cada um deles toca ou flauta ou tambor numa forma ordenada que parece até um desfile de escola de samba – sem nudismo.
O carnaval foi tão surpreendente que eu não vi absolutamente a hora passar e agora estou tendo que esperar outras tantas que não passam tão rápido. Saindo da minha vida e voltando para a helvética, esse aglomerado de povos conseguiu atingir uma coisa que sinceramente não é de se menosprezar. Tá, os suíços são mau humorados, reclamões e a maioria é meio grossa, mas como em todo carnaval parece que a população se transforma e tudo vira uma festa. Eu não sei até que horas eles comemoram o carnaval, mas é de se apreciar o fato de uma cidade na Europa funcionar durante a madrugada pelo menos um dia, a noite aqui parece ser exclusivamente para dormir, jogar cartas e tomar chocolate quente.
Não dá para abandonar a minha pré-disposição de festa e, mesmo tendo andado por horas porque eu me perco aqui a cada 5 segundos – tempo que o nome de uma rua em alemão fica armazenado na minha cabeça -, segui blocos e tenho certeza que vivi um momento único na minha vida.
Depois voltei para o aeroporto, sem é claro aproveitar para dar a minha ultima perdida pela cidade e ficar na chuva. Agora estou fazendo horas, muitas delas, para conseguir entrar no avião.




Tudo tem um início, ou não.

Para que serve um blog? Essa foi a pergunta que eu sempre me fiz. Diário aberto dos tempos modernos, essa invenção estranha serve desde ferramenta de estudo, até terapia para aqueles aventurados que gostam de ter algo público que na verdade nem é tão público assim. É verdade, pensa só: se eu não der esse endereço para ninguém e proibir que o todo poderoso Google encontre meu site é com se fosse um diário eletrônico que não gasta a memória do meu computador.
Tá, eu não sei porque exatamente eu estou escrevendo e criando isso, muito menos por quanto tempo vou ter saco de gastar minhas digitais para ficar dissertando sobre baboseira. E não, não foi por causa da viagem que eu decidi criar isso, até porque eu procuro perder a menor quantidade de tempo possível durante minhas estadias foras – tempo torna-se dinheiro de uma forma incrivelmente mais evidente quando tudo é em Euro.
Eu não sei se vou chamar alguém para me ajudar a encher isso aqui e tornar essa coisa um pouco mais interessante, mas não esperem que esse blog seja cheio de coisas cabeça e reflexões inteligentes. A inutilidade me encanta e então preparem-se para encontrar muito dela nessas linhas que você só vai passar o olho – eu sei que ninguém nunca lê tudo.
Eu sou um pouco totalitário então lá vão algumas regras para um leitor comportado (ganha biscoito):
1. Nunca reclamar nem discordar de mim.
2. Elogiar sempre que possível meus textos super interessantes.
3. Se você tiver um comentário ruim, guarde-o para você, ele não me interessa.
4. Caso deseja acrescentar alguma não escreva muito porque eu provavelmente vou ter preguiça de ler.
5. Se você não entender algo, joga no Google e não me pergunta.
6. Se você DEFINITIVAMENTE não entender alguma coisa, lide com isso.
7. Todos cometem erros, então, a menos que você seja o dono da língua portuguesa ou o Professor Pasquale, não enche minha paciência com correções gramaticais que o word não achou.
8. Se por acaso eu cometer algum erro conceitual, encare como um conceito novo criado por mim e não me irrita.



HÁ, eu sou muito engraçado né? Essas regras são só uma brinks, mas se você odiou foi mal aí.